quinta-feira, 29 de agosto de 2013

20 SEALs que participaram da caçada a Bin Laden estão mortos. E saiba o segredo sórdido do terrorismo. Parte 1

 
mist_navy_sealPor Charles Nisz - 14 de jan de 2013. Um mistério ronda o destino dos homens envolvidos na caçada ao terrorista mais procurado pelos EUA. Mais de 20 soldados dos SEAL (unidade de operações especiais da Marinha dos EUA) que participaram da missão se suicidaram ou morreram em combate em outras missões no Afeganistão. As mortes cobrem mais da metade da equipe que encontrou e matou o terrorista saudita em Abbottabad, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Entre os mortos está Job Price (foto), de 42 anos, comandante da missão. Ele teria cometido suicídio em 22 de dezembro de 2012.

Antes disso, em 6 de agosto de 2011, um acidente de helicóptero matou 20 dos soldados participantes da missão. O portal MSNBC trocou o texto da notícia sobre o acidente, negando que os soldados tenham participado da captura e morte de Bin Laden. O jornal britânico Guardian e alguns blogs americanos noticiaram as mortes e notaram que elas aconteceram justamente com os soldados da unidade 6 dos SEAL. As Forças Armadas americanas abriram uma investigação para apurar a circunstância das mortes. Será apenas acidente ou queima de arquivo
 

Helicóptero abatido de forma suspeta em 05/08/2011, no Afeganistão



Traduzido por Brasillndomavel.com.br. Alex Jones, sábado, 06/08/2011 - "Como voce ja sabe, foi informado que um grande grupo das forças militares especiais Seal Team 6: A unidade militar Navy Seals é a principal força de operações especiais da marinha americana, e executa missões no mar, no ar e na terra. Uma subdivisão desta unidade, chamada de "Seal Team 6" é especializada em executar "Balck Ops" (Operações clandestinas e não necessaraimente reconhecidas pelo governo americano). Esta equipe foi a mesma que executou a missão, em 1 de maio de 2011, que teria supostamente matado Bin Laden e sepultado seu corpo no mar. Segundo declarações oficiais do governo americano, durante esta missão um helicóptero invisível ao radar de última tecnologia teria batido contra um muro da mansão devido a falha do piloto, e explodido. Porém, foi reportado que nenhum ocupante deste helicóptero morreu, apesar do helicóptero ter ficado completamente destrúido.

"Seal Team 6" foi morto quando um helicóptero de transporte Chinook foi abatido no Afeganistão. Seria um "helicóptero da OTAN" a ter sido derrubado. Com trinta e duas pessoas a bordo, entre eles soldados das forças especiais "Seal 6", que executa operações clandestinas. De fato, o número de equipes "Seal 6" é muito maior do que o público sabe. É por isso que eles escolheram esta unidade. Agora, eu previ, e isto esta registrado, que eles iriam encenar a derrubada de um helicóptero para alegar que o Grupo Seal 6 (da operação bin laden) morreu em uma outra queda ou abatimento de helicóptero ou outro tipo de aeronave, para encobrir o fato de que estes Seals da marinha na verdade morreram, e esta registrado que eu falei isto, que estes Seals da marinha na verdade morreram na colisão que foi admitida do helicóptero que transportava um Grupo de Operações Especiais, que aconteceu na Operação Bin Laden. Lembra-se? eles admitiram que aconteceu a colisão de um helicóptero, que foi erro do piloto ao bater numa parede. Mas que ninguém tinha morrido. Ja é difícil de acreditar nisso.

E eu disse com base em duas fontes militares diferentes, que fizeram parte das operações principais que a marinha executou naquele teatro, que as informações que eu tinha davamconta que o rumor era que eles de fato morreram quando aquele helicóptero colidiu. E minhas fontes não sabem se os Seals morreram por causa da colisão. Elas sabem que o helocóptero caiu e pegou fogo, mas não sabem se foi erro do piloto, isso em primeiro lugar. OU se, numa segunda hipótese, militares do Paquistão da base mais próxima teriam abatido o helicoptero. Ou, numa terceira hipótese, se teria acontecido o que foi reportado por diversas testemunhas e transmitido pela TV paquistanesa, de que os Seals teriam voltado para o helicóptero e de fato levaram alguém junto com eles, e dai o helicóptero teria explodido assum que decolou. Que teria explodido!. Não que teria caído e explodido. E está registrado que nós divulgamos este vídeo da TV nacional do Paquistão.

E nós temos outra fonte em separado das duas fontes que eu conheço em Fort Hood e Fort Bragg. E que nos deram informações quentes no passado. Eu falei sobre isso no rádio faz um mês. É o "Coronel 6", que é um oficial que acabou de dar baixa das forças armadas, e que nos passou informações de qualidade enquanto ele estava servindo. Quando desse meses antes de acontecer que o General Mcchrystal seria forçado a pedir demissão por causa de um escândalo, ele provou ser uma boa fonte. Ele disse: "Sim, Seals morreram na queda, mas o helicóptero não foi explodido." Ele discordou de mim sobre isso. Ok? Ele disse que de fato ele caiu como foi dito. A questão aqui é que o helicóptero caiu e dai eles morreram. Mas eles não queriam que as pessoas investigassem o que aconteceu de verdade naquela operação. Então uma das formas mais notórias as quais os russos e os americanos foram pegos executando, inclusive no Vietnã, onde havia uma guerra não declarada de 1960 a 64, antes de ocorrer o evento do Gofo de Tunkin, em que 4 mil soldados americanos morreram, e eles ficavam dizendo : "Ah, eles morreram numa queda de avião, ou de um helicóptero, ou num acidente de treinamento...é assim que eles contavam às famílias que os soldados morriam.

Portanto você sabe sobre estes casos. E temos documentários da PBS mostrando o que os russos faziam na Guerra do Afeganistão. Dizendo que seus soldados morriam em quedas de helicóptero ou avião, em batidas de carro, em exercícios de treinamento. Porque eles não queriam admitir que estavam tendo um grande número de baixas. E que havia uma guerra de verdade acontecendo. Então, todo mundo esta dizendo: "Oh, os terroristas sabiam que eles estavam no helicóptero, e por isso o explodiram." Vai te catar!!! A maioria das forças armadas não sabe para onde vão os Seals. Ou estão dizendo que Obama queria se LIVRAR DOS SEALS QUE DESSEM COM A LÍNGUA NOS DENTES sobre o fato de que Bin Laden não foi morto na operação. Por isso eles os mataram. Esta não é a informção que nós temos agora. Mas a questão é que eles podem ter matado os Seals, porque eles teriam começado a falar a verdade.

Não estou dizendo que não foi isso que aconteceu, Mas eles também poderiam ter morrido porque o helicóptero foi realmente abatido. Mas estatisticamente, de todas estas equipes de Seals, magicamente foi abatida a mesma equipe de Seals que executou a Operação Bin Laden. VAI TE CATARm !!! Isto fede pra cacete. Lemra-se da Operação Bin Laden? Emque os vizinhos paquistaneses diziam ter visto eles subirem num helicóptero de ultima tecnologia, cuja queda foi admitida pelo governo, e que els explodiu. Dá uma olhada para ver que só sobraram ferragens queimadas. Você acredita mesmo que ninguém se machucou naquela queda? A verdade é que eles estão encobrindo o que aconteceu lá. Estão mentindo para a gente. Os militares tem que se manifestar, tem que falar. Eu não tenho certeza sobre o que aconteceu. Mas sei que estão mentindo para a gente. Sepultado no mar, no momento oplortuno, a maneira como foi anunciado pela assessoria de imprensa, o fato de terem dito que havia vídeos da operações. E depois disseram que não havia.

E talvez uma parte diferente da equipe Seal 6 foi morta na explosão do helicóptero (na Operação Bin Laden). E a que foi morta agora talvez estivesse contando o que aconteceu de verdade. Eu não sei. Mas tudo é muito suspeito. Eu falei com ex-membros da Força Delta, que disseram que eles foram tirados do local quando tentaram resgatar os reféns (da crise do Irã de 1980). Porque tinha gente que queria que Jimmy Carter ficasse com a imagem prejudicada. Por isso a Força Delta foi sabotada, pois foi enviada na hora errada, e várias outras coiss aconteceram. É hora de vocês, Seals e Força Delta e outros militares começarem a falar. Eu sei que tem gente nas forças armadas que sabe o que aconteceu de verdade. E manter-se calado para não ser acusado de traição e cometer traição. O silêncio é para os covardes. A verdade precisa vir a tona.

Nós sabemos que a versão oficial sobre a morte de Bin Laden é uma fraude. E eles podem matar mais Seals para manter tudo abafado. Como Pat Tillman, que queria falar sobre o ópio que estava sendo produzido no Afeganistão, O que é admitido hoje. OK. Sabemos que encobriram o fato de que eles o mataram e isto veio a público mais tarde.
Pat_Tillman

NOTA: Pat Tillman - jogador de futebol americano, que abandonou a carreira para se alistar no exército americano e lutar na Guerra contra o Terror, motivado pelos acontecimentos de 11 de setembro. Pat Tillman foi morto numa operação controversa, na qual foi divulgado pelo exército que ele teria sido alvejado pelo inimigo. Posteriormente descobriu-se que ele foi morto por fogo amigo. Sua morte é relacionada ao fato dele ter declarado a intenção de revelar ao público o envolvimento da Forças Armadas com a produção de ópio no Afeganistão, a qual aumentou exponencialmente após o início da guerra

Estatísticamente impossível


O presidente obama e seus chefes ordenaramo assassinato de mais de 20 membros da equipe Seal 6? Que foram mortos de forma tão conveniente naquele helicóptero no Afeganistão, conforme foi noticiado. Agora nós sabemos que um helicóptero invisivel ao radar caiu e explodiu. Enquanto eles estavam, supostamente, tirando Bin Laden da mansão. E o noticiário local reportou, através de várias testemunhas, que todos eles voltaram para o helicóptero e que dai ele explodiu. Nosso governo diz que ele explodiu também, mas que ninguém se feriu. O que mostra que alguma coisa nisso tudo FEDE. Dai minhas fontes militares, sobre as quais eu falei nomeu vídeo anterior, eu tenho novas informações, confirmam que o helicóptero caiu mesmo e que pessoas morreram. Mas eles não sabem se alguém o explodiu ou se foi abatido por inimigos. Não sbem se foi falha do piloto ao bater num muro, como supostamente teria acontecido. Minhas fontes não sabem.

Só sabem que houve baixas. De acordo com essas fontes, que foram preciosas no passado. Agora, aqui esta a informação que você precisa entender. Reuters, Associated Press e o Pentágono tem noticiado que esta é a maior perda de militares em um único dia em 10 anos de campanha no Afeganistão. Serão 10 anos em setembro. Em 10 anos de campanha, incluindo a invasão e todo o restante, nunca mais de 20 militares foram mortos num único dia. E seria uma chance muito menor, estatisticamente falando, se considerarmos que foi uma equipe de operações especiais Seal. E foi noticiado que eles estão procurando por integrantes da equipe que estavam na operação Bin Laden, no Paquistão. Será que alguém acredita nisso? Não apenas em que este é a maior baixa em 10 anos de ocupação, mas que seria com os Seals, e, para piorar, a mesma equipe que executou a captura de Bin Laden.

Você junta tudo isso, e dai você volta e relembra a estória que foi contada. Eles afirmam qu ele foi sepultado no mar. Ridículo. Que era por causa da lei islâmica, quando sabemos que não é. Disseram que Bin Laden lutou por 45 minutos com uma metralhadora e que usou pessoas como escudos humanos. Nada disso era verdade. Disseram que Obama estava assistindo tudo ao vivo da Sala de Situação e mostraram aquela foto encenada de Hillary apreensiva, claramente uma foto encenada. Todos eles estavam sendo orientados em como agir enquanto "assistiam" a um vídeo da operação em tempo real. Foi revelado que nada daquilo foi real.

Agora eles podem começar a liberar os nomes dos militares da equipe Seal que mataram Bin Laden, "que são nossos heróis, e que agora foram mortos pelo Talibá." E eu quse esqueci, aqueles de vocês que estão me enviando e-mails e comentãrios, que eu tenho visto em infowars.com e em prisonplanet.com, a minoria de vocês, que caiu nesta operação de propaganda e que esta dizendo: "Ei, Alex, o Talibã assumiu a autoria.! Da mesma forma que o Talibã, ou os amigos da Al-Qaeda ou do diabo que o parta assumiram a autoria do tiroteio e da explosão na Noruega, algumas semanas atrás? Se lembra disso? Quantas vezes ja vi um artigo da Associeated Press dizendo que Bin Laden divulgou uma nova mensagem. E que dias depois eles diziam não ter fundamento algum. Que não era verdadeiro. Na maioria das vezes é totalmente falso. Esta é outra questão. De o Talibá dizer: "Sim, fomos nós!".

E agora o governo pode falar por esses heróis, agora que eles não estão mais aqui para revelar o que aconteceu naquele dia fatídico. Seja la o que tenha acontecido. Se eles os mataram mesmo e estes eram os Seals que sobreviveram ( à Operação Bin Laden ), e que estavam revelando o que aconteceu com o outro helicóptero que explodiu e com os Seals que tinham morrido. Ou se eles apenas usaram uma queda que acontece de forma rotineira para incluir o nome daqueles Seals na lista de mortos. E isto é uma coisa que ja foi revelada ao público, de que nosso governo e o governo russo e muitos outros ja fizeram, como no Vietnã, nos quatro primeiros anos, e quando havia uma guerra não declarada, eles tiveram de falsificar a causa da morte de milhares de soldados, dizendo que um morreu num acidente de automóvel, que outro morreu na queda de um avião ou helicóptero, e que outro morreu quando um palete caiu em sua cabeça no depósito. É assim que eles faziam.

E os russos fizeram a mesma coisa durante a guerra do Afeganistão, para encobrir o que estava acontecendo com seus soldados. Portanto, se soldados morrem em operações secretas, deve-se esperar até alguns meses depois quando ocorre alguma queda de avião ou outro evento, para oficializar a lista de mortos. Tudo isso fede demais. Eu não sei exatamente o que aconteceu. Mas eu sei que a estória oficial foi comprovadamente uma fraude. Por isso não podemos acreditar nesta gemte. E agora, de forma previsível, vão começar a falar em atacar o Afeganistão e Paquistão com armas nucleares, porque eles mataram nossos heróis Seals da marinha. Agora o governo pode vir falar em nome dos Seals e dizer ao povo qualquer estória que quiser. E a fantasia ridícula sobre o que aconteceu com Bin Laden não vai ser contestada. E nós sabemos que haviam vários helicópteros envolvidos.

Sabemos que a Força de Ataque tinha mais de 40 militares. E agora, mais de 20 integrantes da Equile Seal 6, estão mortos. Dava para prever isso com muita antecedência. Isto é incrivelmente óbvio. E fede pra cacete. É preciso que pessoas nas forças armadas revelem o que aconteceu. É preciso que as pessoas que sabem a verdade sobre tudo isso...da mesma forma que no caso Pat Tillman, em que foi revelado que foi um assassinato. Porque ele iria se pronunciar publicamente contra a produção de ópio e corrupção. Agora eles admintem que nossos soldados estão no Afeganistão ajudando a cultivar ópio. Nossos soldados não trabalham mais para a América. Eles são homens e mulheres de bem.

Mas trabalham para os globalistas corruptos. E esta na hora de trazer todo mundo para casa. E sinto muito, se isto significar que o preço do ópio vai cair e diminuir os lucros dos mega-bancos. Sinto muito. A sua Nova Ordem Mundial tem que ser derrotada. Por favor, espalhe esta informação para todos, chamando a atenção para a IMPOSSIBILIDADE ESTATÍSTICA doque falamos aqui. De que é a maior baixa de militares numa guerra de 10 anos. E que por coincidência é a mesma equipe Seals que executou a Operação Bin Laden. E todas as estórias ridículas relacionadas a tudo isso. Nada disso é sólido E agora eles podem promover a guerra mais ainda, dizendo: "Gente, eles mataram nossos heróis! Eles não são mesmo um bando de ratos sujos?"

Fontes confirmam: FOI QUEIMA DE ARQUIVO !!!


Eu tenho 2 fontes dentro do exército, e tenho outra fonte da marinha, um coronel, que confirmou...e ele falou com integrantes das famílias da equipe Seal 6, que supostamente foi abatida há aluns dias em Cabul, no Afeganistão. Esta fonte confirmou que eles foram mortos no estilo "QUEIMA DE ARQUIVO", para que não falassem sobre o que eles sabiam da operação encenada na mansão de Osama Bin Laden, em 1 de maio de 2011. Uma destas fontes, que entra em contato por telefone no meu programa de rádio, provou ser uma fonte incrível de informações. Todas as previsões que ele fez aconteceram. A invasão da Líbia antes de acontecer. A saída do General Macchrystal. Ele é um coronel em uma das unidades das forças aramadas.

Apenas vou revelar que são forças que operam no solo. Eu sei o seu nome e suas informações. Obviamente, não vou revelar esses dados. Ele estará no meu programa amanhã. E ele confirmou o que as minhas outras fontes nos contaram. Que também falaram com os integrantes das famílias, e também passaram esta informação para Seymour Hersh, da revista The New Yorker, o qual é vendedor de um prêmio Pulitzer, de que o que aconteceu foi um assassinato do restante da equipe Seal 6, a qual estava ameaçando revelar o fato de que integrantes da equipe "Seal 6" morreram naquele helicóptero de transporte invisível ao radar, que estava em teste, e que caiu na Operação Bin Laden.



fonte:http://www.oarquivo.com.br/index.php/polemica/verdades-inconvenientes/4061-20-seals-que-participaram-da-cacada-a-bin-laden-estao-mortose-saiba-o-segredo-sordido-do-terrorismo-parte-1
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

'Princesa nazista' continua o trabalho de seu pai


A morte de um ex-guarda da SS e de emissão de um mandado de prisão por um outro chamou a atenção para, talvez, o grupo de apoio mais incomum do mundo. A organização é chamado de Stille Hilfe, ou "Silent Aid" e ajuda a ex-punitiva fugir da justiça. O grupo é chefiado por ninguém menos que a filha de Heinrich Himmler, 81 anos, Gudrun Burwitz.
Segundo várias estimativas, entre 25 e 40 pessoas estão envolvidas com Silent Aid. A organização realmente faz jus ao seu nome e trabalha silenciosamente, sem atrair atenção indevida. Agora, por exemplo, os "apoiantes" estão tentando evitar a extradição para Haia, de Klaas Carel Faber 88 anos , que as autoridades neozelandesas queriam sentenciar à prisão perpétua por envolvimento no assassinato de 22 judeus e os combatentes da resistência durante a guerra.

Entre os beneficiários da Silent Aid, foi Samuel Koontz de 89 anos, que faleceu há duas semanas. A escala de suas atrocidades é muito mais vasta: Koontz foi acusado de envolvimento na eliminação de 433 mil judeus em um campo de concentração nazista na Polônia ocupada.

No outro dia, os membros da organização realizaram uma outra reunião secreta em Munique, onde os "adeptos" têm especulado sobre uma estratégia para ajudar os criminosos de guerra sobreviventes. Silent Aid é uma organização totalmente legal que prefere não entrar em evidência, o que não é habitual na Alemanha, para louvar publicamente a sua "ovelha negra da família" - Adolf Hitler ou o nazismo. No entanto, os membros da organização estão livres para continuar o trabalho de seu ídolo, e procurar refúgio para os poucos punidores que sobreviveram.

O grupo tem centenas de integrantes anónimos e não só na Alemanha, a maioria deles são jovens neo-nazis. Eles praticamente ficam ocultos. Gudrun Burwitz, esta mulher tem dedicado toda a sua vida à memória de seu pai. Himmler amava sua filha mais do que qualquer um no mundo e chamou-lhe a sua "bonequinha". O sentimento era mútuo, e Gudrun adorava o pai.

Talvez a "bonequinha" não tivesse conhecimento das obras de seu pai? Isso é perfeitamente possível. Em uma das poucas fotografias Gudrun está ao lado de seu pai e o pano de fundo é o campo de concentração de Dachau. Uma foto de família bonita, se não considerar o fato de que apenas os presos a poucos metros de lá são torturados, mortos e queimados no crematório do campo. Durante 12 anos em Dachau, aproximadamente, 40.000 pessoas haviam sido mortas. Agora Gudrun certamente tem o conhecimento das atividades de seu pai, e mais surpreendentemente, ela continua a adorá-lo.

Frau Burwitz reside em um subúrbio de Munique. Não tem o número de seu telefone na lista e sua casa está registrada em nome de uma empresa de construção. Gurdrun não deixa que ninguém entre em seu mundo secreto, especialmente os jornalistas. Por que o trabalho que ela ama, e o culto dos seguidores das idéias nazistas. O fato de que o sangue de Himmler flui em suas veias e a faz quase uma deusa para os membros da Silent Aid.

A operação mais bem sucedidas realizadas por Gudrun era garantir uma existência confortável para Anton Mallot, um guarda de um campo na Checoslováquia, a quem o tribunal Checo condenou à morte à revelia. A utilização dos fundos de Silent Aid, Gudrun alugava para Mallot uma casa construída no terreno anteriormente detidos pelo vice de Hitler, Rudolf Hess, e visitou-o duas vezes por mês até sua morte de câncer em 2002.

Gudrun cuidou de Martin Sandberg, que comandou um esquadrão de elite que assassinou centenas de milhares de judeus, comunistas e ciganos nos países bálticos - Letónia, Lituânia e Estónia. Ele passou seus últimos dias no conforto de um lar de idosos, em Stuttgart.

Vários anos atrás, Gudrun visitou um rali neo-nazista na Ulrichsberg no norte da Áustria. Foi um dos poucos casos, em que ela participou de um evento público. Lá, a "bonequinha" mais uma vez confirmou seu status de "divina", quando todos os ex-oficiais seniores alinharam a sua frente, ela agradavelmente perguntava-lhes onde serviram. Andrea Röpke, uma autoridade reconhecida entre os nazistas, depois disse que a congregação experimentou temor diante Gudrun que mostrou um notável conhecimento dos militares "logística".

Quando Heinrich Himmler cometeu suicídio em 23 de maio de 1945, as testemunhas lembram, foi totalmente confuso. Até agora, ela se recusa a acreditar, alegando que seu pai foi morto por soldados britânicos.
Em uma rara entrevista com Gudrun, ela não nega seu envolvimento com a Silent Aid, mas afirma que ela é um membro ordinário da organização: "É verdade, eu ajudo se eu puder. Mas eu me recuso a discutir o meu trabalho.".

Fonte:http://lambaritalia.blogspot.com.br/2010/12/princesa-nazista-continua-o-trabalho-de.html

segunda-feira, 6 de maio de 2013


O maior segredo do III Reich
 
O círculo do poder: Josef Goebbels, ministro da Propaganda, Eva, Hans Haupner, arquiteto do edifício nazista "Ninho da Águia", Albert Speer, arquiteto e ministro de Armamentos, e uma amiga não identificada
Sozinha no Berghof, Eva se distraía experimentando roupas e se maquiando. Fazia longas caminhadas, banhava-se no lago, tomava sol e passava horas praticando ginástica. Via filmes e exercitava seus dotes de cineasta e fotógrafa amadora - chegou a montar uma sala escura onde revelava suas imagens. De tempos em tempos, viajava para o exterior com amigas e parentes. Quando a guerra estourou, em 1939, sua maior preocupação era a perspectiva de que as visitas de Hitler se tornariam menos freqüentes. Em meio à ignorância quanto às campanhas militares, só se apavorava com os atentados contra seu Führer. "Eva Braun não tinha voz ativa na política", diz o historiador Ben Abraham, ex-detento de campos de concentração e presidente da Associação Brasileira dos Sobreviventes do Nazismo. "Mas não era tão ignorante a ponto de não saber nada sobre o que estava acontecendo. Era como o resto da população, que sabia e depois da guerra se omitiu", afirma Abraham.
"Hitler e outros líderes nazistas não queriam mulheres opinantes por perto. Era um tabu absoluto falar sobre o tratamento dado aos judeus", diz o historiador Ian Kershaw, da Universidade de Sheffield, Inglaterra. Henriette von Schirach, filha do fotógrafo Heinrich Hoffmann, foi expulsa do Berghof quando questionou Hitler sobre o tratamento dispensado aos judeus. "Um protesto nunca passaria pela cabeça de Eva. Até porque, submetida ao anti-semitismo incansável de Hitler e de outros líderes, ela sem dúvida acreditava nele", afirma Kershaw. Para Angela Lambert, Eva não era anti-semita, apenas ignorava a política levada a cabo pelo estadista com quem dividia os lençóis. "Ela viveu o lado brando do nazismo, das festas, dos jantares, estava entre os 'eleitos'. A obsessão pelo Führer marcava tais personagens, por isso é difícil esperar deles uma ação mais humanitária", afirma a historiadora Ana Maria Dietrich, professora da Universidade Federal de Viçosa (MG). "Não acredito que ela teria conseguido mudar a história", diz. "Talvez ela tenha usado a negação para enxergar o ser amado de maneira idealizada, focando-se nos esportes e na moda para se distrair", diz Anita Clayton, professora de psiquiatria da Universidade da Virgínia (EUA).
Com os anos, a relação de Eva e Hitler foi amadurecendo. Segundo Traudl Junge, secretária do Führer, ele se preocupava quando ela estava fora do Berghof. "Se houvesse alguma notícia de ataque aéreo a Munique, ficava impaciente como um leão na jaula, esperando um telefonema de Eva", relatou Junge. Em junho de 1944, a irmã de Eva, Gretl, se casou com Hermann Fegelein, oficial da força de combate Waffen-SS. Para Fegelein, tornar-se cunhado da amante do Führer traria status dentro do círculo nazista. Para Gretl, que estava com quase 30 anos, Fegelein era um bom partido. E Eva poderia aparecer um pouco mais, mesmo que fosse como cunhada de um oficial nazista.
Desses anos passados no retiro de Hitler, sobraram horas de filmes e centenas de fotos. A reportagem de Galileu assistiu a 3 DVDs com esse material. Nas imagens, se vêem belas paisagens, crianças brincando e reuniões festivas. Eva aparece se exercitando, correndo e rindo. Uma madame alienada se exibindo? De certa forma, sim. Em uma análise mais profunda, porém, podemos imaginar que ela tentava desesperadamente chamar a atenção e eternizar sua juventude, que se esvaía em dias solitários à espera de Hitler. Mas não deixa de ser desconfortável observar o ambiente luxuoso no qual vivia em plena época de privações para a população.

A ALA FEMININA DO REICH

As outras mulheres do regime nazista
 
Da aviadora Hanna Reitsch à dona-de-casa exemplar Magda Goebbels, passando por artistas e as cruéis guardas dos campos de concentração, o poder e o magnetismo de Hitler atraíam a devoção das mais diferentes mulheres. Muitas não foram diretamente responsáveis pelas atrocidades cometidas pelo regime nazista contra judeus, ciganos, homossexuais e deficientes. Mas, mesmo que indiretamente, todas as mulheres dessa galeria colaboraram com o regime nazista. Porém nem todas sucumbiam ao carisma do ditador. Uma das mais famosas opositoras do regime, a atriz Marlene Dietrich nunca aceitou os convites de Josef Goebbels para que participasse de filmes produzidos com apoio do Ministério da Propaganda. "Quando Hitler subiu ao poder, fui forçada a mudar minha nacionalidade", disse Dietrich, que se naturalizou americana e cantou para os soldados das tropas aliadas durante a guerra.

 
>>>Hanna Reitsch
Aviadora, primeira mulher piloto de testes do mundo. Quando Hitler a convocou ao bunker com o tenente Ritter von Greim, Hanna pilotou sob fogo cerrado do inimigo e pousou o avião em segurança.



>>>Ilse Koch
Esposa de Karl Koch, comandante do campo de Buchenwald, gostava de açoitar os prisioneiros. Diz-se que colecionava abajures feitos da pele tatuada de presos assassinados e crânios humanos encolhidos.




>>>Irma Grese
Guarda do campo de Auschwitz, responsável por 30 mil presas. Torturava as prisioneiras e incitava seus cães famintos a as atacarem. Foi condenada e executada em dezembro de 1945.



>>>Leni Riefenstahl
Produziu filmes para o governo nazista entre 1933 e 1945. Entre eles está o polêmico "O Triunfo da Vontade", sobre o comício de 1934 do partido em Nuremberg. Morreu em 2003, aos 100 anos.



>>>Maria Mandel
Membro da SS. Sádica e apaixonada por música clássica, formou uma orquestra feminina em Auschwitz, que era obrigada a tocar sempre que novas prisioneiras eram enviadas para a câmara de gás.



>>>Traudl Junge
Secretária de Hitler por três anos. Seu livro "Até o Fim" foi uma das inspirações para o roteiro de "A Queda!". Sentia remorso por ter trabalhado para o ditador. Morreu em 2002, aos 81 anos.



>>>Winifred Wagner
Nora do compositor Richard Wagner e amiga do Führer. Organizava o Festival de Bayreuth, dedicado à obra de Wagner - ídolo de Hitler - e bancado pelo Partido Nazista por alguns anos.



>>>Zarah Leander
Cantora e atriz nascida na Suécia, foi a artista mais bem paga da Alemanha nazista. Atuou em filmes sob a tutela do Ministério da Propaganda. Dizia-se apolítica, mas era a "diva do III Reich".



>>>Magda GoebbelsEsposa de Josef Goebbels. Assassinou seus seis filhos pequenos pouco antes de se matar. O casal fanático não permitiria que suas crianças vivessem em um mundo sem o nazismo


fonte:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG78263-7855-193-5,00-O+MAIOR+SEGREDO+DO+III+REICH.html

A mulher no III Reich


A Sra. Scholtz-Klink dizia em uma ocasião: “Nós prosseguimos nosso próprio caminho, caminho este que nos conduz a nós mesmas; nossa própria estima nos faz continuar consequentemente por este caminho. Não devemos tropeçar nos obstáculos à frente, mas sim fazer deles os degraus para escalar mais acima ainda. Esta atitude nossa deverá ser apreciada também por todos aqueles homens que amam a seu povo da mesma maneira que nós amamos ao nosso”.

Da seção A verdade dói

Durante os anos de luta, não passou despercebido a Adolf Hitler o papel importantíssimo que a mulher, como companheira do homem, podia desempenhar na propagação do movimento nacional-socialista. “Sem a constância e o espírito ou de sacrifício verdadeiramente fervoroso da mulher”, disse o Führer na última Assembleia do Partido em Nuremberg, “jamais eu teria podido levar o Partido à vitória”. Com sua chegada ao poder, o Führer reconheceu todo o significado da mulher e seus distintos valores em ação, tanto na vida política em geral, como na política demográfica, a assistência social e outras instituições, nas quais sua paciente, amorosa e delicada colaboração é de um valor inestimável.

Contestando a uma pergunta que junto a alguns colegas da imprensa estrangeira dirigimos a Presidente da Juventude Feminina, Sra. Gertrud Scholtz-Klink, na qual lhe rogávamos que nos explicasse que pontos de vista ideológicos guiavam a mulher alemã em sua intervenção no movimento nacional-socialista, Gertrud nos respondeu em uma conferência pronunciada no Hotel Kaiserhof, com as seguintes palavras: “Nossa ideologia, que afetava a todo nosso povo em suas raízes mais profundas, não foi determinada por considerações materiais, senão pelo próprio espírito deste povo. Quando se trata de coisas espirituais, não é já a maioria quem decide, senão a força imanente de cada individuo. Esta intuição a tinham não somente os homens alemães, senão também muitas mulheres alemãs, que nos anos de luta, para ganhar a alma do povo, foram as companheiras incondicionais e decididas destes homens. Esta atitude resulta incondicional de nossa parte, em favor do Nacional Socialismo, nos foi reprovada em certas esferas da sociedade, como uma traição aos interesses particulares da mulher. Sobre isto, quero expressar nesta ocasião com toda a seguinte clareza: o mandato fundamental da ideologia nacional-socialista, desde sua fundação até hoje, reza assim: o interesse da coletividade está acima do interesse particular. E, assim sendo, mesmo que não nos fosse possível ajudar a todo o nosso povo, não podíamos pensar de modo algum em por em primeiro lugar qualquer desejo ou necessidades particulares da mulher. Mesmo ardendo no coração dos homens alemães, a vontade de encontrar os caminhos para a melhora do nosso povo, era para nós, mulheres, muito mais importante a totalidade do povo que as aspirações e os desejos próprios”.


A beleza da mulher alemã segundo o pintor Wilhelm Petersen

No estrangeiro, a mulher alemã tropeça com uma série de prevenções e opiniões errôneas sobre sua atuação política, que tem origem no insuficiente conhecimento da Alemanha e do povo alemão. Uns creem poder formar uma ideia da mulher alemã a partir da berlinense mundana, esbelta e elegante, que leva de passeio ao seu lindíssimo cãozinho, de pelo grande e sedoso, pela do Kurfürstendamm, ou conduz seu “Mercedes” de linhas modernas pelas estradas aos belos arredores de Berlim; outros se atendem ao tipo burguês da “Margarita”, com suas cores naturais, seus olhos azuis e as tranças loiras que caem sobre os ombros. Este juízo seria tão falso como o fora o de valorizar a mulher francesa pela parisiense emperiquitada dos grandes Boulevares.

A mulher alemã é geralmente de uma elegância sóbria e de uma franqueza alegre e espontânea. Ainda quando sob o novo regime, não assiste aos cursos universitários com o mesmo zelo de antes, não ambiciona cargos políticos, conservando assim, sem sombra de dúvidas, uma elevada educação geral, assim como seu interesse pela música, pela literatura e belas artes. Principalmente pode se observar, por exemplo, no ônibus ou meios de transporte, a mulheres e meninas lendo seus autores prediletos; nas salas de concerto, o sexo feminino constitui a maioria do público, escutando a música com um recolhimento quase religioso. Digno de assinalar é também a atração das mulheres pelo esporte. Isto está demonstrado pela intensa participação feminina nos exercícios de cultura física, e as numerosas sociedades esportivas femininas que existem em todas as cidades da Alemanha. Seu interesse em todas as organizações desportivas, desde o esporte ligeiro até a natação, as carreiras pedestres e os concursos de esqui, é cada vez maior.

Mas, sobre todas as coisas, a ideia de família dirige e inspira com preponderância a mulher alemã; o sonho de seu futuro lugar é o que consome seu coração. Não o tipo “garçonete”, senão que é consciente de que há de chegar a ser mulher, e seu coração é sempre sensível à eterna canção de amor. Manifesta seu entusiasmo ao escutar os discursos políticos de Hitler, ou ao tomar parte nas grandes manifestações públicas nacional-socialistas, mas sempre se entusiasma com o desejo de ser mulher, e sua missão de futura mãe e como tal, é da mesma condição e índole que todas as demais mulheres do mundo. Toda esposa põe o maior empenho em ser considerada como boa ama de casa, e pode demonstrar o que tem aprendido na casa de seus pais, nos cursos de economia caseira, organizados pela Associação Feminina Nacional-Socialista, ou em qualquer das numerosas escolas privadas. As jovens prometidas tiram aprendizado em todos os ramos da economia caseira, com a finalidade de logo poder oferecer a seu esposo um lugar atraente e alegre, confortável e bem administrado.

O cumprimento das funções que como mulher a incumbem, a alemã se sente responsável perante a coletividade. “Nós”, me dizia uma vez uma colaboradora da Associação Feminina Nacional-Socialista, “servimos a vida de nosso povo e consideramos o trabalho do nosso lugar como um meio de alcançar e manter a saúde tanto física como espiritual dele, valendo-nos das fontes de energia da nossa própria economia”.


Richard Klein retrata o retorno ao naturalismo na nova Alemanha

A nova ideologia operou na mulher alemã uma profunda transformação, que se reflete tanto no seu interior como no seu exterior. Milhares de mulheres da juventude hitlerista se orgulham de levar seu sensível vestido de jaqueta parda e falda negra, tendo suprimido o ar e desejando crescer de novo suas tranças. Isto significa também o retorno da juventude feminina aos princípios originais da moral, a uma maior estima pessoal e a um maior respeito da opinião alheia, sem com isso pecar com uma vaidade exagerada. A isto contribui também o fato de que o homem voltou a sentir um maior respeito pela mulher. O aumento das possibilidades de trabalho, a incorporação dos jovens ao Serviço de Trabalho, o Exército, foram barrados das ruas e dos locais quietos repletos de senhores que gostam dos jogos, proporcionando-lhes a ocasião de conhecer as regras de conduta de uma coletividade ordenada e, entre outras coisas, o respeito à mulher.

A relação ao novo sentimento da moral e bons costumes que se está inculcando à juventude feminina se expressa na interessante declaração dada pela Chefe da Juventude à Associação de Jovens Alemãs: “Vós, as moças do nosso povo, tereis de trabalhar e educar-se como aquelas que em seu tempo querem ser também as mães do nosso povo, as esposas dos nossos homens. Os homens que formarão o porvir do povo alemão, necessitam mulheres de vossa condição. Mulheres que estejam dispostas com profunda convicção e valentia, a compartilhar com seus maridos todos os sacrifícios e todos os rigores da vida. Esta é uma elevada aspiração para cada uma de vós, pela qual bem merece a pena fazer-se forte, disposta e capaz, durante muitos anos, e conservar-se e permanecer pura, para poder cumprir deveras esta missão”. Por geral, a jovem alemã se sente satisfeita se pode trabalhar até seu casamento em uma oficina, comércio ou fábrica, para desta maneira aliviar a carga de sua manutenção a sua família. Geralmente contribui com uma parte de seu salário aos gastos de casa, e, além disso, ela mesma custeia os pequenos desembolsos destinados a suas necessidades pessoais e o seu recreio. A jovem alemã sente uma grande inclinação para a assistência aos enfermos, cuja função requer na Alemanha a inscrição a distintos cursos de estudo e uma instrução prática, durante um tempo relativamente longo.

Quando a jovem alemã contrai matrimônio, abandona alegremente seu oficio, ainda que ofereça os melhores auspícios econômicos imagináveis, para dedicar-se por inteiro ao seu lugar e à sua família. A maioria dos casamentos celebrados com ajuda do empréstimo matrimonial que, como já foi dito, somente se concede no caso da mulher renunciar a toda atividade profissional, pode servir de demonstração do que acabamos de dizer. O Nacional Socialismo determinou exatamente a função da mulher e seus deveres para a coletividade. O mundo da mulher e do homem. A natureza os fez a repartição justa, colocando o homem à frente da família e o impondo, ademais, como uma obrigação de maior proteção ao povo, à totalidade. O mundo da mulher feliz reside na família, na convivência com o marido e filhos e no lugar; desde ali pode levantar logo a vista até a totalidade de seu povo. Ambos os mundos constituem juntos uma só unidade, dentro da qual vive e se mantém um povo.


Hannah Reitsch e a cruz de ferro obtida por seus voos heroicos

À parte dessa missão natural da mulher, o Nacional Socialismo não intervém em nenhum modo para induzi-la a invadir a esfera de atividade do homem. Apesar disso, o Nacional Socialismo protesta contra a imputação muito comum no estrangeiro, de que não se querem conceder liberdade nem igualdade de direitos à mulher. Em um dos seus últimos discursos, disse o Führer: “Mesmo que dispuséssemos de homens fortes e saudáveis (e disso cuidaremos nós, nacional-socialistas), não se formará na Alemanha nenhuma companhia feminina de combate, nem nenhum batalhão feminino de atiradoras. Isto não seria igualdade de direitos, senão inferioridade dos direitos da mulher”.

Um campo de ação incomensuravelmente amplo se oferece para a mulher na nova Alemanha. Desde logo, não se trata em modo algum de fazer-se renunciar o exercício de profissão. Somente se pretende proporcionar-lhe em ampla escala a possibilidade de contribuir à fundação de uma família e ter filhos, já que assim beneficia ao povo de melhor maneira. Se atualmente um jurisconsulto feminino demonstra sua capacidade no foro, e a seu lado há uma mãe que criou por si mesma cinco, seis ou sete filhos, o labor e o sacrifício desta mãe, conforme os conceitos nacional-socialistas sobre o valor eterno de um povo, vale muito mais que a realizada pela primeira mulher. O Estado, segundo a opinião de Hitler, tem o dever de fazer possível ou, pelo menos, de facilitar a todo homem e a toda mulher casar-se segundo as ordens do coração. O Governo se esforça na solução deste problema por meio da legislação, com o propósito de criar uma raça que, acima de tudo, seja forte e sadia.

A designação de homens e mulheres às funções peculiares de seu sexo, não implica nenhum menosprezo para a mulher. Não faz mais que estabelecer as diferentes condições naturais e está muito distante de relegar a mulher a um plano secundário. A missão da mulher alemã no novo Estado é muito superior à de ser, tanto na política como na profissão, um fator de competência para o homem. Igualmente é falsa a suposição de que a atividade da ama de casa seja improdutiva. Esta é uma frase que na Alemanha da época anterior chegava a ouvir-se com bastante frequência; tal frase somente podia engendrar-se no pensamento de uma época que por produtividade, não entendia outra coisa que a vantagem pessoal e da própria família, uma vantagem que poderia contar-se ou palpar-se, mas nunca o interesse superior da totalidade do povo, que por sua vez também beneficia indiretamente ao individuo particular.


O Nacional Socialismo buscou a completude entre homem e mulher

A Associação feminina nacional-socialista e a Obra feminina alemã tiveram suas origens nos dias de luta do partido como organização de mulheres nacional-socialistas. Sua estrutura geral é paralela a do Partido: à frente da mesma está a Sra. Gertrud Scholtz-Klink. As divisões inferiores estão organizadas em células regionais, de distrito e locais, em blocos. O número que mulheres chega ao total de onze milhões.


Quando perguntado sobre o que mais lhe agradava nas mulheres,
o General León Degrelle respondeu que era a doçura;
e sobre o que mais lhe detestava, dissera que era a vulgaridade

Com a chegada de 30 de janeiro de 1933, ficou livre o caminho para a realização do programa fixado de antemão: a obra feminina alemã surgiu com o objeto de reunir as numerosas associações femininas, pequenas e grandes, que estavam carentes de uma direção unitária e da de uma base ideológica. A Obra feminina alemã representa atualmente o grande lugar comum para todo o sexo feminino alemão. A ela, pertencem todas as organizações, associações e afiliadas particulares, que tomam uma parte ativa na obra comum do povo. A ama da casa e a estudante universitária, a professora e enfermeira, a trabalhadora e a artista, estão agrupadas em uma só comunidade de trabalho.

Por trás de ventosas árvores da rua Derfflinger, no oeste de Berlim, se encontra o novo edifício da Associação Feminina Alemã. Compreende quatro seções administrativas e cinco grandes seções principais de trabalho. As seções administrativas têm a seu cargo a administração das seções diretivas, a organização geral da imprensa e propaganda. Alguns dados sobre as cinco seções principais de trabalho contribuirão ao leitor com uma idéia da atividade extraordinária desta instituição.

“A seção de ‘Cultura, Educação e Instrução’ tem como campo de ação: a instrução ideológica (a ela pertencem as duas escolas normais de trabalho em Coburg e Berlim, assim como as 32 escolas regionais para as chefes femininas, que até agora compreendem 100 mil moças e mulheres), biologia, cultura física, educação da juventude feminina, belas artes aplicadas, literatura, jogos populares e recriação durante as horas livres.
A seção de Assistência maternal tem em sua jurisdição: Educação da mãe, higiene, cuidado com as crianças de colo e educação, arrego do interior do lugar e gestações sociais.

A seção de ‘Economia nacional e caseira’ compreende os setores: Economia nacional, economia caseira, alimentação, instrução para as amas de casas, indumentária e habitação. Esta seção tem a seu cargo a direção de todas aquelas questões de política econômica que atenham à mulher em sua qualidade de administradora da casa e consumidora.
A seção ‘Estrangeiros e povos fronteiriços’ tem a missão de aconselhar e instruir as estrangeiras, e tem a seu cargo manter as relações com os setores femininos dos países fronteiriços e das colônias de ultramar.
A seção de ‘Serviços auxiliares’ estão compreendidas a ajuda feminina da Cruz Vermelha, a colaboração na ação de Beneficência nacional-socialista, no ‘Auxilio de Inverno’, na obra ‘Mãe e filho’ e na Associação nacional de defesa aérea”.

A qualidade de afiliada da Associação feminina alemã proporciona a todas as mulheres a possibilidade de contribuir com seu trabalho e sua atividade a serviço de alguma destas seções, e com isso ao da coletividade.

Uma menção especial merece a Obra nacional de assistência materna. Sua missão é a de facilitar o futuro das mães, os conhecimentos ideológicos e práticos necessários, que é uma condição elementar para a criação de uma família forte e sadia. A Organização Feminina descartou toda atividade teórico-rotineira, adotando, em seu lugar, uma forma prática. A mulher recebe assim aqueles conhecimentos que lhe permitirão a aplicação adequada de sua força espiritual, e com isto virá a constituir para a nação uma geração de mães conscientes das necessidades de seu povo.

A educação pré-maternal tem a seu cargo a preparação tanto física quanto espiritual de mães aptas e compenetradas da responsabilidade que lhes incumbe, e que possam atender ao cuidado e educação de seus filhos, como também estão à altura de sua missão enquanto os deveres de casa. A educação compreende três grupos de ensinamento: Administração da casa, com cursos de cozinha e técnicas de costura; higiene, com cursos sobre o tratamento das crianças e higiene geral e cuidado médico caseiro, e, por último, cursos sobre educação, com instruções para trabalhos manuais, decoração do interior do lugar e lições sobre costumes populares.

Os cursos duram várias semanas. O numero de participantes cresce continuamente. Em 1935 participaram em torno de 186 mil mulheres. Em 1937, seu número subiu para mais de 1 milhão. O número de escolas para mares se eleva a 220, completando outras quatro especialmente para as mulheres pertencentes aos territórios assolados por calamidade pública, que não podem seguir com os cursos, mas que estão capacitadas para propagar seus conhecimentos entre sua vizinhança. Além disso, existe em Wedding-Berlin uma escola nacional para as mães, destinada a ser a oficina central e organizada, especialmente para a instrução de mestras.

Os mesmos cursos regem no campo da economia nacional. As mulheres e moças devem aprender a empregar aqueles bens adquiridos por meio do trabalho, em tal forma que possa justificá-lo ante a situação total de seu povo. Desta maneira, será possível transformar uma existência penosa em uma vida bela e alegre. Com este fim, as jovens são educadas previamente no Serviço Feminino do trabalho obrigatório.

Além da Obra Feminina Alemã, a Associação Feminina da Frente alemã de trabalho, a qual corresponde da missão especial da instrução político-social da mulher, que consiste na luta pela honra do trabalho feminino e pela proteção da mãe trabalhadora. A diretora desta Oficina é a chefe nacional da Associação feminina, Sra. Scholtz-Klink. A Oficina feminina procedeu, entre outras coisas, a implantação de quatro disposições: o intercâmbio de postos de trabalho, o relevo periódico nos trabalhos pesados, o acordo com a Beneficência social nacional-socialista em favor das trabalhadoras em estado de gravidez, e a concessão de uma licença complementar para estas e sua substituição por moças estudantes.

Por meio do intercâmbio de colaborações, as mulheres cuja subsistência esteja assegurada de modo mais leviano, serão substituídas por homens. Isso se realizaria em sua maior parte, dando trabalho ao marido ou aos filhos a falta do mesmo. Outra forma de intercâmbio consiste no translado das mulheres a postos de trabalho ligeiro, e dos homens ao pesado. Isto foi levado a cabo em grandes proporções, e ali onde o trabalho do homem é executado, em casos especiais, pela mulher, que procurou nivelar seu salário com o do homem.

Até a nova reforma da Lei de proteção da mulher, a Oficina Feminina havia estabelecido um acordo com a Beneficência social nacional-socialista, segundo a qual as mulheres poderiam abandonar o trabalho quatro ou seis semanas antes do parto, recebendo, além de seu salário, um subsidio complementar. A substituição das trabalhadoras pelas estudantes tem sua origem no desejo de descanso mais prolongado, com gozo do salário completo, além da permissão que lhe corresponde por direito. Até agora, 2.600 moças estudantes e outras afiliadas da Associação Feminina Nacional-Socialista apresentaram serviço nas fábricas, proporcionando com isso às mulheres trabalhadoras ao redor de 43.000 dias de descanso suplementar, com pagamento integro de salário.


A jornalista alemã Eva Herman reconheceu em público
que o Nacional Socialismo possuía uma política familiar admirável

A Sra. Scholtz-Klink é ao mesmo tempo chefe nacional da Liga nacional feminina da Cruz Vermelha alemã. Deste modo, também esta instituição internacional recebe um impulso extraordinário. Em virtude de um convênio especial, a Cruz Vermelha alemã tomou a seu cuidado a instrução das afiliadas da Associação feminina nacional-socialista para sua formação como pessoal auxiliar feminina. Desta sorte, o serviço de sua colaboração poderá absorver uma corrente de mulheres, dispostas ao cumprimento de suas obrigações políticas e previstas de um espírito de responsabilidade para a coletividade do povo, com maior razão, porque a mulher alemã, como temos mencionado já, possui uma inclinação natural para a assistência aos enfermos. As enfermeiras da Cruz Vermelha trabalham em colaboração com os elementos femininos da comunidade nacional-socialista de Beneficência social, em assistência aos enfermos e aos jardins de infância, e prestam seus serviços em ocasião de manifestantes populares, reuniões políticas no aeródromo de Tempelhof em Berlim, nos Congressos do Partido em Nuremberg, nas reuniões de Bückeberg, etc. Atualmente, a Cruz Vermelha alemã tem a seu serviço 91 mil enfermeiras e ainda há muito que se fazer. Os trabalhos realizados durante estes seis dias demonstram claramente que a obra acabará por ser terminada e desaparecerão muitos dos obstáculos atuais.

A Sra. Scholtz-Klink me dizia em uma ocasião: “Nós prosseguimos nosso próprio caminho, caminho este que nos conduz a nós mesmas; nossa própria estima nos faz continuar consequentemente por este caminho. Não devemos tropeçar nos obstáculos à frente, mas sim fazer deles os degraus para escalar mais acima ainda. Esta atitude nossa deverá ser apreciada também por todos aqueles homens que amam a seu povo da mesma maneira que nós amamos ao nosso”.

fonte:http://inacreditavel.com.br/wp/a-mulher-no-iii-reich/


 

Historiadores apresentam relatório sobre massacres nazistas na Itália

 
Entre 1943 e 1945, milhares de italianos morreram em massacres comandados pela Wehrmacht e a SS nazista. Uma comissão de historiadores ítalo-alemães apresentou um relatório sobre os crimes cometidos.
O relatório final da comissão de historiadores italianos e alemães sobre os massacres da Wehrmacht e da SS (organização policial-militar do partido nazista) na Itália, apresentado nesta quarta-feira (19/12) em Roma, abriu velhas feridas. Documentados estão 5 mil casos de saques, estupros e assassinatos pelas tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O italiano Elide Ruggeri, que sobreviveu milagrosamente a um massacre da SS em 29 de setembro de 1944 em Marzabotto, nas montanhas ao sul de Bologna, recorda: "Eu estava lá e veio um da SS, que matou uma menina. Ela estava com a cabeça esmagada e gemia. Ele deu um golpe nela e eu pensei: o próximo vai ser para mim. Ele me fixou com o olhar, e aí disse: 'Niente kaputt'. Assim, ele deu a entender que não ia me matar".
De aliados a inimigos
Cemitério de Marzabotto: último descanso do massacre
 
O massacre de Marzabotto tem uma história prévia, que teve início em 8 de setembro de 1943. Quando a Itália anulou a aliança com a Alemanha nazista, os antigos aliados se tornaram inimigos. De um dia para o outro, as tropas alemãs no país se tornaram forças de ocupação e deixaram um rastro de destruição durante sua retirada em direção ao norte. O número de unidades era reduzido, mas a crueldade por elas praticada não teve limites, narra Wolfgang Schieder, professor de história contemporânea e vice-presidente da comissão de historiadores ítalo-alemães.
Durante três anos e meio, a serviço de Roma e Berlim, os historiadores pesquisaram a sangrenta história dos últimos anos da Segunda Guerra Mundial na Itália. Para tal, basearam-se nas vivências das pessoas afetadas, tanto das vítimas como dos criminosos, enfatiza Schieder. O foco da comissão não era a Wehrmacht (Forças Armadas nazistas), a população civil ou a Resistência, mas sim quem fez o quê, onde e quando.
Dessa perspectiva sobre a história ítalo-alemã resulta uma imagem diferente, que refuta mitos nacionais amplamente divulgados na Itália. Por exemplo: que desde 1943 a nação estaria unida na "Resistenza", a resistência contra Hitler. Em suas missões, as tropas alemãs foram repetidamente apoiadas por fascistas italianos e simpatizantes de Mussolini. Essa nova visão sobre os fatos também era um objetivo do trabalho da comissão de historiadores. "O problema da colaboração deve ser pesquisado mais intensamente. Aí se revelam aspectos bem diversos dos de uma perspectiva apenas a partir da resistência", diz Schieder.

A comissão de historiadores foi criada após o Supremo Tribunal da Itália haver condenado a Alemanha, em 2008, a pagar uma indenização, ameaçando, para tal, confiscar propriedades do governo alemão na Itália. Do ponto de vista jurídico, o caso já está esclarecido: a Corte Internacional de Justiça de Haia indeferiu as exigências em relação à Alemanha, argumentando que um Estado não pode responsabilizar outro. Para as vítimas e suas famílias, porém, o veredicto é decepcionante.
Até a queda de Mussolini, Alemanha e Itália eram amigas
O sofrimento dos sobreviventes

Calcula-se que, somente no massacre de Marzabotto, 1.830 pessoas foram mortas, quase todas civis, incluindo idosos, mulheres e crianças. Gianluca Lucarini, cujos avós morreram no massacre, é presidente da Associação de Vítimas de Marzabotto. Ele descreve as sequelas que os descendentes das vítimas sofrem até hoje. "Essa é a minha herança, uma parte muito difícil da minha vida. Pois o meu pai perdeu os pais dele aos 18 anos, e é claro que ele também transferiu essa dor para a família que fundou."
Lucarini relata que seu pai não teve uma vida fácil, porque naquele tempo não havia ninguém que pudesse ajudá-lo a levar a vida para frente e entender o que exatamente havia acontecido.
Saber exatamente o que aconteceu – esse é o objetivo do relatório da comissão de historiadores. Para o pai de Lucarini e para a grande maioria das vítimas, no entanto, um relatório que chega tarde demais.


fonte:http://www.dw.de/historiadores-apresentam-relat%C3%B3rio-sobre-massacres-nazistas-na-it%C3%A1lia/a-16469186

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O inimigo interior


Estupros e suicídios. Os adversários mais ameaçadores das Forças Armadas norte-americanas são internos. Nos dois últimos anos, ao menos 21 mil soldados sofreram violência sexual. Atualmente, um militar da ativa se mata a cada 24 horas. E um veterano, segundo o Department of Veterans Affairs, tira a própria vida a cada 80 minutos. Do início da Guerra do Afeganistão, em 2001, até 10 de junho deste ano, mais combatentes se suicidaram (2.676) do que morreram em atividades bélicas (1.950) no país asiático.
Dor. No filme, a fuzileira naval Ariana Klay e Kori, da Guarda Costeira, com o marido Roth. Foto: Cinedigm/Docurama Films

Apesar de os números alertarem para a gravidade da situação, as Forças Armadas estão perdendo a batalha contra essas duas ameaças. Segundo uma reportagem da revista Time, citada no plenário do Congresso dos Estados Unidos, os militares “não conseguem vencer o seu inimigo mais insidioso”. “Esse problema talvez seja o desafio mais frustrante com o qual me deparei desde que fui nomeado secretário de Defesa”, admitiu Leon Panetta, em entrevista recente. A mesma dificuldade é vista no combate aos estupros de soldados, ­sendo do sexo feminino a maioria das vítimas. O belicismo, o espírito de corpo, o respeito cego à hierarquia e o medo de ameaça à promoção na carreira inibem o pedido de ajuda. Mesmo aqueles que procuram auxílio são ignorados pelos superiores.
“Instituições poderosas preferem acobertar crimes a admiti-los”, diz o do­cumentarista Kirby Dick a ­CartaCapital. “Podemos confirmar esse tipo de reação com o atual esforço da Igreja Católica para esconder os casos de abuso sexual cometidos por clérigos.” Dick é o diretor de The Invisible War (A Guerra Invisível, em tradução livre), filme muito comentado durante o Human Rights Watch Film Festival, realizado em Nova York há cerca de um mês, e ganhador do prêmio de melhor documentário segundo a audiência no Sundance Film Festival. O longa-metragem, cuja exibição no Brasil a HBO Latin America ainda negocia, mas que estará disponível em DVD nos Estados Unidos a partir de 23 de outubro, apresenta entrevistas com 12 militares mulheres decididas a falar sobre a violência sexual contra elas.

O filme mostra que as combatentes em zonas de guerra correm um risco maior de ser estupradas por um colega do que de morrer sob fogo inimigo. A frequência desse tipo de violência entre os militares é o dobro na comparação com a da sociedade civil. Mas apenas 8% dos casos são levados a julgamento. Desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), mais de 500 mil militares foram estuprados. “Instituição mais poderosa dos Estados Unidos, as Forças Armadas transformaram em política não oficial a negação das acusações, o descrédito das vítimas, a classificação dos críticos como antipatrióticos e a ameaça implícita de cancelamento de contratos com entidades privadas que sabem dos delitos.”
Existem duas fortes razões para que esse crime sexual tenha sido ignorado por décadas, segundo Dick. “Quem está servindo não tem permissão de falar com jornalistas sem o consentimento dos superiores. De acordo com uma decisão tomada pela Suprema Corte em 1955, ninguém pode processar as Forças Armadas por crimes cometidos enquanto estiver em serviço.” Para o documentarista, se as vítimas de estupro pudessem ir à Justiça, muitos crimes seriam evitados ou, ao menos, revelados, pois atualmente “a chance de o público saber é muito pequena”.

Após a exibição de The Invisible War em Sundance, no início deste ano, Leon Panetta anunciou a criação de uma ­unidade de atendimento especial às vítimas de estupro em cada ramo das Forças Armadas. O documentário segue a linha de outros trabalhos de Kirby, cineasta sem receio de tomar partido quando ataca a hipocrisia e os desmandos de poderosos e instituições. Em Outrage (2009), indicado a um Emmy, ele tratou de políticos republicanos que são homossexuais enrustidos, mas votam contra leis como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ao confrontar os abusos sexuais do clero católico em Twist of Faith (2004), indicado ao Oscar de melhor documentário, o diretor acompanhou os efeitos da decisão de Tony Comes de tornar público um trauma pessoal. Comes decidiu fazer isso após descobrir ser vizinho do padre que o estuprou 20 anos antes, quando era adolescente.

Vítima. A aviadora Jessica Hinves em cena de The Invisible War

Kirby teve a ideia de dirigir The Invisible War após ler The Private War of Women Soldiers (A Guerra Privada das Mulheres Militares), uma reportagem de Helen Benedict publicada pelo website noticioso Salon em 2007 e transformada em livro dois anos depois. Durante a produção do filme, Kirby e a sua equipe descobriram em primeira mão o acobertamento contínuo de numerosos casos de assédio e violência sexuais em Marine Barracks, em Washington, D.C., posto mais antigo dos fuzileiros navais norte-americanos onde fica o alto comando dessa força de elite.
O documentarista conta ter enfrentado vários obstáculos para produzir The Invisible War. “Convencer vítimas de estupro a falar para a câmera a respeito da sua experiência foi um desafio significativo.” Ele teve a ajuda de psicólogos, advogados e jornalistas para localizar e entrevistar mais de cem mulheres. Conversou também com especialistas que atuaram para a Justiça Militar e comentaram “os procedimentos enviesados e ineficazes de investigação e julgamento”.
O diretor delegou a tarefa de ­entrevistar as vítimas para Amy Ziering, produtora do filme. “Decidimos que Amy conduziria as entrevistas, porque as mulheres se sentem mais confortáveis para relatar a violência sexual a outra mulher.” Segundo o documentarista, a reconstituição do trauma em palavras e diante de terceiros era uma forma de enfrentar o medo de represália pelo alto-comando, contrário à revelação dos crimes. “Relatar o estupro ­para quem tinha consciência da gravidade da situação foi reconfortante.” Kirby conta que o marido de uma das vítimas ­disse não compreender o estado emocional da companheira até assistir a The Invisible War. “Ao perceber que a reação da sua esposa era similar à das outras vítimas, ele foi capaz de assimilar a experiência dela.”
A maioria das mulheres estupradas por colegas culpa a si mesma, pois acredita ser, de alguma maneira, responsável pelos ataques sexuais. Mesmo quando prejudicados, os militares são relutantes em se rebelar contra uma instituição que aprenderam a admirar, diz Dick. Em muitos casos, a carreira militar fora antes seguida por avós e pais. Além de sofrerem de estresse pós-traumático e agorafobia, as entrevistadas de The Invisible War confessaram ter considerado ou tentado o suicídio em várias ocasiões.
De acordo com estatísticas do Departamento de Defesa, 95% dos militares suicidas são homens, 83% tiraram a própria vida em território norte-americano e 47% têm menos de 25 anos. Ao menos um terço dos que se matam nunca lutou em uma guerra. Um dos casos mais recentes envolve o julgamento e a absolvição do sargento Adam H. Holcomb pela morte do soldado Danny Chen. Em 2011, enquanto servia no Afeganistão, Chen disparou um tipo na cabeça após sofrer maus-tratos de Holcomb e reclamar de perseguição dos seus companheiros.
Quando tratou da onda de suicídios nas Forças Armadas, a revista Time contou em detalhes as histórias de dois militares. Michael McCaddon, médico, sofria de depressão e se enforcou em uma sala do hospital onde trabalhava, no Havaí. Após rea­lizar 70 missões no Iraque em nove meses, Ian Morrison, piloto de helicóptero, voltou aos Estados Unidos. Ele teve dificuldade para se adaptar à rotina. Matou-se com um tiro no pescoço. Os dois vinham desenvolvendo carreiras promissoras antes de se suicidarem, por coincidência, no mesmo dia: 21 de março deste ano.
Incentivados por suas esposas, tanto McCaddon quanto Morrison procuraram a ajuda dos superiores, apesar do medo de essa atitude comprometer possíveis promoções. Seus pedidos foram desprezados. O alto-comando atribuiu os distúrbios psicológicos dos dois militares a problemas familiares. Ambos estavam satisfeitos com as suas vidas profissionais, segundo a interpretação oficial. Essa negligência se ­reflete em cifrões. Por ano, o Pentágono destina apenas 2,1 bilhões de dólares (4% das suas verbas médicas) ao tratamento de doenças mentais. A situação pode piorar com o corte de 500 bilhões de dólares no orçamento da Defesa previsto para janeiro de 2013.
Os suicídios de McCaddon e Morrison desafiam as explicações fáceis. Ambos mostravam sentir vergonha de si mesmos, relatam as esposas. Diziam não estar à altura da sua vocação. Os dois padeceram às avessas da loucura de Travis Bickle. Protagonista de Taxi Driver (1976), filme de Martin Scorsese, Bickle (Robert De Niro) é um fuzileiro naval e veterano da Guerra do Vietnã. Após voltar do campo de batalha com honrarias, ele passa a viver em Nova York, onde trabalha à noite como taxista, pois não consegue dormir. Cada vez mais isolado, vê a sua saúde mental se deteriorar na cidade que considera um esgoto a céu aberto. Ele conhece Iris (Jodie Foster), prostituta de 12 anos, e decide matar os cafetões que exploram a adolescente. Promove uma carnificina e é tratado como herói pelos jornais. Bickle atribuía aos outros a origem dos seus problemas. Ele se considerava um anjo vingador. McCaddon, Morrison e milhares de outros militares norte-americanos pensavam o contrário e se puniram por isso.