sexta-feira, 27 de julho de 2012

A História das Armas Aeronáuticas (Parte III)




Montagem Foster-Cooper. A Lewis tem um tambor simples para 47 tiros.

Maneira de substituir em vôo o tambor duplo de 97 tiros de uma Lewis em montagem Foster-Cooper.

A enorme vantagem da montagem Foster-Cooper era a possibilidade de trazê-la para trás sem esforço para trocar o tambor e até atirar nessa posição. Neste exemplar, a metralhadora tem uma espera para um saco coletor de cápsulas vazias. A mira e sua massa foram rotacionados para o lado direito para uso da metralhadora em tiro para cima.
A introdução do SPAD S.VII no outono e o Sopwith Pup em dezembro, tendo cada um somente uma Vickers, deu ênfase à liderança alemã, embora ambos fossem equipamentos bem sucedidas. O fato é que muitos esquadrões de escoltadores aliados estavam ainda usando aparelhos com somente a montagem Foster até fins de 1917, enquanto poucas unidades inglesas receberam substitutos para os Nieuport 17 e 27 em princípios de 1918. Julgando por isso, a falta de sincronizadores no lado aliado foi aguda até 1918. É muito provável que essa foi uma das razões para o SE.5 reter a montagem Foster até o final da guerra.

Montagem inglesa para uma Lewis sobre a asa de um Nieuport.

Este SE.5, armado com uma Lewis em montagem Foster-Cooper sobre a asa e uma Vickers semi-imbutida no capô do motor, tinha uma mira telescópica Aldis e outra mira de massa.
O sincronizador Constantinesco-Colley
Embora as mudanças fossem rápidas e numerosas antes de 1917, o armamento aéreo logo cristalizou na forma final com somente pequenas alterações até o armistício. Em maio de 1916, George Constantinesco, um romeno que trabalhava na Inglaterra com o Major C. C. Colley, iniciou o desenvolvimento de um mecanismo que iria substituir todos os outros tipos e se tornaria o sincronizador padrão inglês até que o armamento do capô fosse abandonado nos anos 30. O sincronizador Constantinesco substituía as ligações mecânicas por um tubo que tinha um êmbolo em cada ponta e era cheio de fluido hidráulico que transmitia a pressão do gatilho.
Sua grande vantagem era que somente o êmbolo necessitava ser desenhado para se adaptar a um determinado motor em particular, enquanto tudo o mais era igual para todos os tipos de avião. Foi pela primeira vez demonstrado em um BE.2c em agosto de 1916 e chegou à frente com os DH.4 e Bristol Fighter em março de 1917. Após corrigirem pequenos defeitos de operação, o mecanismo "C. C." tornou-se um sucesso e foi usado em todos os aviões subseqüentes. Depois da guerra, Fokker disse que esse tipo foi desenvolvido "copiando-se o princípio do sincronizador Fokker".
Fokker redesenha seu sincronizador
O holandês, como resultado de seu trabalho pioneiro, tinha o monopólio completo sobre desenhos e produção de sincronizadores na Alemanha, mas ele não dormiu sobre seus lauréis, porque a unidade original tinha um defeito - a ligação mecânica operava todo o tempo em que o motor estivesse funcionando e estava sujeita a um desgaste considerável e necessitava constantemente manutenção para prevenir que a arma saísse de sincronização, como os primeiros equipamentos aliados.
Fokker o redesenhou para acionar a arma a partir do virabrequim, através de um gatilho operado pelo piloto com um eixo flexível ligado à Spandau, eliminando a dificuldade original. Efetivamente, a maioria dos fabricantes de motores padronizaram seus virabrequins, mas ainda era necessário estocar uma variedade de eixos flexíveis (cabos) na frente de combate. Mesmo modernizado, esse mecanismo não se igualava ao sincronizador Constantinesco.
É difícil precisar a data em que o novo desenho de Fokker entrou em uso, mas uma vez Richthofen pediu e obteve uma modificação no gatilho pouco depois de sua introdução, indicando que era um ás bem conhecido nesse tempo. Isso ocorreu durante os primeiros meses de 1917.
Alguma idéia da disponibilidade dos mecanismos de Constantinesco e Fokker pode ser tomada dos dados de suas produções. Dos primeiros havia 6.000 em uso em 1917 e 20.000 em 1918. A produção de Fokker excedia 3.000 por mês quando a produção foi transferida de sua fábrica de aviões para Berlim (provavelmente em 1917) e os alemães tinham menos aviões a equipar do que os aliados.
Os primeiros escoltadores aliados com duas amas
O primeiro monoplace aliado a usar o sincronizador Constantinesco foi o Sopwith Camel, que operou pela primeira vez na linha de frente em julho de 1917 e estava destinado a abater mais aviões alemães que qualquer outro tipo isoladamente durante a guerra. O Camel, o mais antigo escoltador aliado equipado com duas armas, tornou-se nas mãos dos ingleses uma arma que se comparava ao Albatros D.I de 10 meses atrás. Os ingleses agora levavam vantagem. Os franceses dependiam do armamento inglês e estavam em relativa inferioridade. Seu primeiro escoltador com duas armas Vickers, o SPAD S.XIII, entrou em ação um mês depois.

Sopwith Camel com duas Vickers calibre .303 no capô.

SPAD S.XIII com duas Vickers no capô.
Assim, em meados de 1917, os aliados finalmente desenvolveram um equipamento padrão para seus escoltadores na forma em que seria usado até o fim da guerra. Os monoplaces aliados posteriores, como o Sopwith Snipe e o Nieuport 27, carregavam equipamento idêntico. Da mesma forma, os alemães retiveram as duas Spandau e o novo sincronizador de Fokker em todos seus aviões posteriores até o armistício e do ponto de vista do combate, ambos eram igualmente eficientes.
A vantagem do uso de duas armas nos observadores
O desenvolvimento das montagem para armas flexíveis deu apenas mais um passo durante toda a guerra. Em princípios de 1916, um pequeno número de Vickers Gunbus foi equipado pelo 11o Esquadrão do RFC com uma montagem circular com duas armas Lewis como modificação de campo. Mas somente na última parte da guerra é que uma montagem Scarff padrão se tornou disponível. A principal desvantagem desta era a perturbação de uma arma quando a outra disparava, causada pela trepidação que balançava a montagem. Tais falhas eram comuns nessa época.
Assim, durante o último ano da guerra o armamento dos escoltadores monoplaces e dos observadores biplaces foi padronizado e nenhum dos adversário fez inovações importantes. Todavia, embora tenhamos descrito os desenvolvimentos mais importantes, há um número de complementos que se faz necessário examinar para completar o quadro.

Biplace francês com metralhadoras Lewis em montagem dupla. Note os resfriadores aletados.

Montagem Scarff para duas Lewis.
Blindagem e múltiplas armas para assalto em 1917
Em 1917 os alemães colocaram em serviço os primeiros verdadeiros aviões de assalto, tipo que os aliados nunca construíram em quantidade. O ataque a concentrações de tropas e trincheiras começou em 1916, mas não foi largamente usado por nenhum dos contendores até o ano seguinte. O AEG J.I e o Junkers J.l de 1917 carregavam uma instalação de armas típica do modelo e eram ambos pesadamente blindados. Uma vez que sua maneabilidade não era grande devido às chapas de 5 mm de blindagem, foram desenhados para voar baixo e tinham duas Parabellum fixas operadas pelo observador e que atiravam para frente e para baixo num ângulo de 45 graus. Nenhuma carenagem nas armas era usada, mas a cabine traseira tinha a usual montagem circular defensiva com uma Parabellum. Um pequeno número de instalações experimentais de 4 a 6 armas foi ensaiada, mas poucas ou nenhuma entrou em serviço.

O Junkers J.1 era de construção inteiramente metálica e tinha uma blindagem de chapas de 5 mm na fuselagem.
Esse tipo de avião alemão foi usado em número considerável em 1918, enquanto os ingleses tinham somente 3 Sopwith Salamanders na frente na época do armistício. O Salamander era um monoplace com um motor rotativo Bentley de 230 hp. Foi concebido para ataque a trincheiras, armado com duas Vickers fixas no capô do motor e dotado de pesada blindagem. A frontal media 8 mm de espessura, as laterais 6mm e a inferior 11 mm. Atrás do piloto levava duas chapas, uma de 6 mm e outra de 10 mm. O peso total da blindagem era de cerca de 300 quilogramas. O Salamander também experimentou diversas combinações de armas, inclusive uma com 4 armas atirando para baixo num ângulo de 45 graus, mas nenhuma entrou em serviço. O Salamander foi pouco usado e retirado de serviço imediatamente após a guerra, devido à ocorrência de blindagens empenadas na fabricação que levavam ao desalinhamento total da aeronave, tornando-a muito perigosa em vôo.

O Sopwith Salamander era um aparelho derivado do Snipe, mas tinha a fuselagem mais quadrada para facilitar a instalação de pesada blindagem para ataque a tropas no solo.

Biplace Brandenburg C.I austríaco com três metralhadoras Schwarlose M16 em montagem fixa para baixo, para ataque ao solo.
rodução do canhão na guerra aérea
Algumas nações despenderam grandes esforços no desenvolvimento de armas aéreas de calibre 20 mm ou maior, conhecidos depois como canhões. Aviões equipados com essas armas nunca foram disponibilizados em grande número durante a guerra e muitas das armas desenvolvidas tiveram uso apenas experimental. Os franceses desenvolveram uma versão armada especial de seu Voisin de 1915, que marcou o primeiro uso de um canhão na guerra aérea mas somente foi produzido em pequena quantidade. Esse impulsor, o "Avion Cannon", era diferente porque possuía estrutura metálica - provavelmente a razão para a sua escolha. Os franceses adaptaram uma pesada montagem no extremo dianteiro da cabine para que o canhão Hotchkiss M1902 "Tube Canon" que usava munição 37x201R de 37 milímetros, pudesse pivotar somente na vertical e apontar em declive para baixo, embora não fosse concebido apenas para o ataque ao solo.
Foi usado para atacar alvos terrestres concentrados, tais como: trens, depósitos e arsenais, na época em que a artilharia antiaérea estava em sua infância e tais vôos rasantes podiam ser executados com sucesso. Contrariando as afirmativas de alguns autores, nenhum desses canhões usados na 1a guerra mundial eram automáticos, isto é, cada granada tinha que ser colocada na culatra pelo operador cada vez que a arma fosse disparada. Contra alvos terrestres isso não era uma limitação muito grande, mas contra aviões, era quase proibitiva. Outra experiência francesa foi com o Breguet 5, portando o canhão naval de cano curto Hotchkiss M1885 de 37mm, re-calibrado para o cartucho de baixa velocidade 37X94R, depois modificado com um cano liso para atirar projétil tipo schrapnell.

Voisin Tipo 4 "Avion Cannon".

Escoltador Breguet 5 com canhão de cano curto Hotchkiss de 37 mm. Note o gerador de eletricidade, usado para alimentar um holofote em vôos noturnos.
Arma de calibres mais pesados foram testados em aeronaves, incluindo o Hotchkiss de 47 mm instalado em alguns Voisin para ataque ao solo e em alguns botes-voadores Tellier, para ataque a submarinos. Também um canhão de 75 mm teria sido testado em um quadrimotor Voisin em 1918.

Duas fotos de um bote-voador Tellier armado com um canhão de 47 mm.
Além de ataque a alvos no solo, a finalidade dessas aeronaves armadas com canhões era também a escolta de bombardeiros. O primeiro registro de encontro entre um Voisin e um aeroplano alemão foi em maio de 1915, que terminou sem resultados conclusivos. Algum sucesso foi alcançado na derrubada de balões de observação durante a Batalha de Verdun e, em 1916, um Breguet 5Ca2 abateu um LVG alemão com seu canhão. A despeito do baixo ritmo de fogo do canhão propiciar pouca chance de atingir outra aeronave no ar, a França continuou a desenvolver o avião-canhão e na primavera de 1916 foram estabelecidas as especificações para uma nova classe de aeronaves, designada Classe D. Os tipos D1 usavam um canhão de baixa velocidade M1885 de 37 mm e eram destinados ao combate aéreo, enquanto os modelos D2 com o canhão de alta velocidade M1902 eram destinados contra balões e para ataque ao solo. Os aviões-canhão nunca foram disponibilizados em grande número, em fevereiro de 1916 havia somente vinte e cinco aparelhos disponíveis e somente 60 em agosto de 1917. Um dos últimos aviões impulsores, o Breguet 12Ca2 de 1917, foi equipado com um farol de busca e um canhão de 37 mm para defender Paris contra ataques noturnos dos Zeppelins.
Os ingleses fizeram muitas experiências com canhões de vários tipos antes do começo da guerra. A RNAS desenvolveu versões do Shorts S.81 e do Sopwith (No 127), equipadas com canhões semi-automáticos Vickers Mark B de 1 1/2 Pr (37 mm) que foram testados pelo Almirantado com razoável sucesso, atirando contra alvos flutuantes em maio de 1914, a despeito que o efeito do recuo nas características de vôo das aeronaves fosse considerável. Em abril de 1917,o 100o Esquadrão do RFC recebeu dois FE.2b armados com canhão Vickers Crayford de 1.59 polegada, que fizeram dois raides noturnos contra as instalações inimigas em Douai, França (o esquadrão de Richthofen estava baseado lá na época).

FE.2b inglês, armado com o canhão Vickers com um pente de 40 projéteis. Era voado solo e tinha a parte dianteira modificada.
Pouco depois, um dos primeiros Handley Page 0/400 baseado em Dunquerque foi armado com um canhão americano Davis sem-recúo, disparando um obus de 6 libras de um lado e uma carga de chumbo grosso de outro. Era extremamente rústico, mas foi usado por um pequeno período em raides noturnos. Foi abandonado porque seu peso em bombas produzia resultados mais satisfatórios.

Canhão Davis na proa de um bote-voador Felixstowe. A metralhadora Lewis servia para fazer a pontaria. Esta versão do canhão tinha um tubo separado para a retrocarga.

Esta versão do canhão Davis tinha apenas um tubo, aberto na culatra para a retrocarga. A metralhadora Lewis acoplada servia para fazer a pontaria. Bote-voador Felixstowe.
Um canhão automático de calibre 37 mm (1 1/2 pounder) foi desenvolvido pela Coventry Ordnance Works, e conhecido como COW Gun e adaptado para uso aeronáutico devido ao pouco peso para uma arma desse calibre e às boas qualidades balísticas mas só foi utilizado em aeronaves D.H. 4 já no final da guerra.

Avião DeHavilland D.H.4 com um COW Gun fixo para cima.

O canhão inglês COW gun.
No lado alemão as experiências com diversas armas não foram levadas a bom termo e somente o canhão Becker de 20 mm de câmera semi-aberta, entrou em serviço limitado em aviões de ataque à tropas em 1918.

Canhão alemão Becker de 20 mm.

Canhão Becker de 20mm montado na proa de um Gotha IV.

AEG G IVk com canhão Becker de 20 mm em instalação especial no nariz. Outras aeronaves foram testadas com essa arma mas nenhuma passou do estágio experimental.

Um canhão Becker à esquerda e uma Parabellum à direita, na proa de um Gotha.

Um canhão Becker na proa e uma Parabellum na nacele central de um Gotha G.I.
No império Austro-Húngaro também se desenvolveram canhões pesados para uso aeronáutico. Um canhão de desembarque naval Skoda C95 L/18 de 66 mm foi instalado no nariz de dois grandes botes-voadores trimotores designados G3 e G6, que foram usados para atacar navios italianos (aparentemente sem sucesso), mas ganharam a distinção de ser o maior canhão aéreo usado operacionalmente na Grande Guerra. Outras experiências foram levadas a efeito com armas de 37 mm, 47 mm, 50 mm e 70 mm de calibre. O bombardeiro Hansa Brandenburg G.I foi usado para diversos experimentos em 1916, incluindo canhões Skoda de 50 mm e 70 mm pesando 200 kg instalados no nariz e um Skoda de 37 mm em instalação dorsal.
Os italianos usaram o canhão francês M1885 e também desenvolveram o Vickers-Temi para usar o cartucho 37X201R e o canhão automático Revelli-FIAT de 25 mm. Este foi instalado em uma montagem flexível no nariz de um bote-voador Macchi L, em uma dezena de Savoia Pomilio S.P. 2 e em outra dezena de bombardeiros Caproni, principalmente os da versão Ca. 3, Ca. 4 e Ca. 5.

Canhão automático Revelli-FIAT de 25 mm em uma montagem flexível no nariz de um bote-voador Macchi L. Note as metralhadoras Villar-Perosa em montagem dupla.
Os russos produziram pequena quantidade do canhão Obukhov de 37 mm, de desenho local que foram instalados em alguns botes-voadores Grigorovich M.9 e provavelmente em outras aeronaves. Também usaram o canhão francês M1885 de 37 mm em aviões Voisin. Um canhão de 37 mm foi instalado sob a fuselagem do avião Sikorsky Ilya Muromets para testes de ataque ao solo em 1914, sendo retirado em função dos maus resultados.

Canhão Obukhov de 37 mm, instalado na proa de um bote-voador Grigorovich M.9, operando do porta-aviões "Orlitsa" no mar Báltico.

Biplace Albatros B.II austríaco com um canhão de 35 mm em anel rotativo na nacele traseira.
Os franceses desenvolvem o único escoltador equipado com canhão
Certamente o uso mais interessante do canhão foi no SPAD S.XIICa1, o único escoltador assim equipado para combate durante a guerra. A biografia de Guynemer o credita com o fornecimento de idéias para esse escoltador e se refere a ele como o "avião magnífico". O SPAD S.XII tinha um canhão Puteaux de 37 mm abrigado no motor Hispano-Suiza em "V", atirando através do eixo de hélice oco (não através de um virabrequim oco).
O primeiro aparelho do pequeno lote produzido foi entregue a Guynemer em 5 de julho de 1917 e com essa máquina ele abateu suas vítimas de número 49 até 52. Tinha diversos defeitos sérios - com o canhão atirando apenas uma bala por vez, somente podia ser confiado a ases como Guynemer, Nunguesser e Fonch e a fumaça era o castigo do piloto. Nem os ingleses nem os alemães enviaram um escoltador
comparável à frente, mas os franceses não fizeram nenhum desenvolvimento adicional.

http://www.spmodelismo.com.br/howto/am/armas3.php

A História das Armas Aeronáuticas (Parte II)




O tipo inglês mais eficiente, o Bristol Scout, não foi considerado e o desenvolvimento do armamento inglês durante 1915 concentrou-se em torno das incríveis instalações experimentadas em seu tipo mais largamente usado - o BE.2c. Esse avião, que não possuía performance para ações evasivas, tinha o observador colocado na cabine dianteira onde ficava cercado por um labirinto de cabos e estais. O BE.2c não era em nenhum ponto comparável em desempenho ao contemporâneo alemão da classe "C".

BE-2C inglês armado com uma Lewis fixa atirando para trás.
O amamento nunca foi padronizado, sendo a maioria das vezes deixado a cargo de seus pilotos. A Lewis foi testada em quase todos os tipos de montagem (mais de 5 em uma vez) mas nenhuma teve êxito real. O assento do piloto e do observador foram retirados de alguns aviões para colocar a arma em uma posição de fogo mais efetiva, mas isso também não ajudou. A única montagem de arma que alcançou alguma fama foi a desenvolvida pelo Capitão L. A. Strange e denominada "Strange" após sua morte. Foi usada em um pequeno número de BE.2 e BE.12 em 1916. Não tendo nenhum sincronizador, Strange montou sua Lewis ao lado da fuselagem de seu BE.2, apontada para frente e para o lado para desviar a hélice. Uma vez que era necessário voar numa direção e fazer pontaria com a arma para outra, a montagem não foi muito usada. Tornou-se mais uma das interessantes tentativas que foram abandonadas, embora não tenha sido retirada dos esquadrões da "Home Defense" senão em fins de 1917.

Bristol Scout com uma Lewis em montagem "Strange".

Nieuport 10 inglês com uma Lewis na lateral, fixa obliquamente para livrar o disco da hélice e outra sobre a asa.
As primeiras montagens francesas para metralhadoras
Enquanto a falta de armamento britânico eficiente foi causada pela falta de aviões adequados, os franceses não tinham esse problema. Durante o verão de 1915, justamente quando o Fokker E.II estava entrando em serviço, os franceses apareceram com o novo biplano biplace Nieuport 10 que era o primeiro passo na linha de escoltadores franceses usados durante a guerra. Tinham uma grande abertura na seção central da asa superior, através da qual o observador, de pé, podia colocar seus ombros e disparar uma Hotchkiss montada em cima da asa e apontada em ângulo por cima da hélice.

Metralhadora Colt Browning em montagem Lecour Grandmaison em um Caudron G.IV. A caixa transversal acolhe a fita de munição.

Morane Parasol com metralhadora fixa sobre a asa, atirando por sobre a hélice.

Nieuport 10 com uma Hotchkiss sobre a asa atirando em ângulo para desviar a hélice, além de outra à ré.
O Nieuport 10 foi logo retirado de serviço por causa da falta de manobrabilidade, após somente um pequeno numero ter sido fabricado, mas apontou o caminho. Durante os estágios finais da Campanha dos Dardanelos, alguns Nieuport 10 ingleses foram equipados para carregar uma Lewis fixa atirando para frente e 45 graus para cima através de um pequeno furo na seção central da asa superior.
No outono de 1915, quando provavelmente mais de 20 Fokker monoplanos estavam em uso na frente, o Nieuport 11 de 80 hp (Nieuport Bebè) começou a aparecer com uma Hotchkiss numa montagem fixa na asa superior que atirava por sobre a hélice e era disparada por meio de um cabo "Bowden". Em uma forma modificada, tal como a montagem Foster, esse arranjo duraria até o fim da guerra. O "Bebe" foi o primeiro avião aliado que combinou uma instalação de arma efetiva com uma aeronave de primeira classe e era ordinariamente igual ao Fokker, exceto pelos pequenos pentes de 25 balas da Hotchkiss, que forçava os pilotos franceses a abandonar o combate freqüentemente para colocar um novo pente. Os Fokker tinham uma cinta de cerca de 100 projéteis e essa era uma das razões que levaram ao abandono da Hotchkiss em favor da Lewis e da Vickers.

Dois Nieuport 10 do RNAS (Royal Naval Air Service) na Campanha dos Dardanelos, equipados com uma Lewis manejada pelo observador, apontada em ângulo para a frente por cima da hélice através de uma abertura na seção central da asa superior. Uma mira telescópica Aldis ajudava na pontaria.

Nieuport 11C1 francês com uma Lewis em montagem escamoteável sobre a asa e disparada através de um cabo.

Monoplano biplace Morane Saulnier Tipo L com uma Lewis sobre a asa e manejada pelo observador em pé.
Os franceses, assim como os ingleses, estavam atrasados no armamento eficiente de seus aviões de observação e por razões semelhantes. Os Voisin, Farman e Caudron franceses, tão largamente usados, como os BE.2c ingleses, eram simplesmente inadequados para combate. Novamente a falha apareceu, não com as metralhadoras que eram usadas em pequeno número, mas com os aviões que tinham freqüentemente um enorme ponto cego atrás de si e uma performance que rapidamente tornou-os obsoletos. Uma boa montagem para arma flexível, comparável à alemã, fez a maior falta. Outros países também desenvolveram montagem próprias, adaptadas em aviões franceses e inglesas.
Combates aéreos em 1915
Os mais importantes aviões de combate de ambos os lados antes de janeiro de 1916 eram: o exageradamente famoso Fokker E.III, com o armamento mais eficiente do seu tempo; o Nieuport XI, muito promissor, mas com um armamento que limitava sua utilização e o medíocre Vickers FB.5 (raramente houve mais de uma dúzia em serviço na frente durante toda a sua carreira).
A existência desses tipos contemporaneamente é enganadora, todavia como combates entre dois escoltadores fossem raros, a superioridade que um poderia ter sobre outro não pode ser percebida. A grande maioria dos combates eram entre um escoltador e um observador, ou entre dois observadores. Uma das razões principais foi a ordem baixada pelos alemães, proibindo os Fokker de voar sobre a linha de frente, para evitar que o sincronizador caísse nas mãos dos aliados.
O sucesso dos Fokker era principalmente contra aviões de observação e foi tão exagerado que, apesar das perdas infligidas não serem proibitivas, o período entre fins de 1915 e começo de 1916 tornou-se conhecido como o "Flagelo de Fokker".
Desenvolvimento do Fokker Eindecker
Durante o inverno de 1915/16, diversos avanços importantes ocorreram que tornaram a guerra aérea mais mortífera. O primeiro foi o envio para as frentes de combate dos primeiros Fokker E.III em dezembro de 1915. Era o E.II amado com duas metralhadoras, dobrando a potência de tiro e deixando para trás os franceses e ingleses na corrida do armamento aéreo. Estes não tinham nada comparável e somente apareceram com seus primeiros escoltadores com duas armas mais de um ano depois. O E.III estava adiante do seu tempo mesmo na Alemanha, porque diversos outros escoltadores que apareceram em 1916 carregavam somente uma metralhadora.
O último modelo dos monoplanos a ser construído foi o Fokker E.IV e deve ser estabelecido aqui que, apesar de ser um modelo experimental, mostrou a maneira de pensar de Fokker de estar adiante de seu tempo, ele completa a história do avião que muitos autores tornaram o mais famoso da 1a guerra. Um E.IV tinha um motor capturado Le Rhone rotativo de 160 hp e 3 metralhadoras sincronizadas montadas no capô. Esse foi construído por Fokker na primavera de 1916 expressamente para Max Immelmann, na época o maior ás da aviação, mas foi abandonado após um acidente no ar que quase arrancou o motor da fuselagem. Os modelos E.IV padrão tinham somente duas metralhadoras.

O Eindecker de Max Immelmann com 3 metralhadoras Spandau. Com o peso das armas o avião tinha seu desempenho prejudicado.

Outro Fokker E.IV especialmente armado com três Spandau IMG08 para o ás Leutnant Kurt Wintgens e equipado com motor rotativo duplo Oberursel de 160 hp. Mesmo com o motor mais potente o aparelho ainda tinha sua performance diminuída e o conceito de 3 armas foi abandonado.
Os franceses adotam o armamento inglês
Os franceses finalmente abandonaram a Hotchkiss como arma fixa e começaram a conversão para a Lewis inglesa. Isso aumentou tremendamente o poder dos Nieuport, sendo aumentado o número de balas carregadas, de 25 para 47. O Nieuport 17 de princípios de 1916, foi o primeiro avião francês a ter a Lewis como armamento padrão, os modelos iniciais retiveram a montagem por sobre a asa dos Nieuport XV.
Os ingleses colocaram em serviço os FE.2 e os DH.2 impulsores ao mesmo tempo e apesar deles não contribuírem quase nada para com o desenvolvimento do amamento aéreo, ajudaram a escrever o fim do Fokker Eindecker.

Montagem "Moreau" francesa escamoteável para uma Lewis sobre a asa de um Nieuport 17.

Outra foto da mesma montagem em um Nieuport 17.

A mesma montagem usando uma Lewis encamisada.

Montagem italiana de duas posições para uma Lewis sobre a asa de um Macchi-Nieuport 16.

Montagem italiana de duas posições para um Nieuport 16. A metralhadora parece um modelo de infantaria, com coronha de madeira.

Montagem dupla em um Nieuport 16 belga, para duas Lewis fixas.

Um FE.2c inglês armado com uma metralhadora na proa.

Montagem inglesa "DeHavilland" para uma metralhadora Lewis na proa de um DH.2.

Um DH-2 capturado pelos alemães.

Metralhadora Lewis adaptada em um BE.2c inglês para atirar para trás.

Metralhadora dupla italiana Villar-Perosa capturada, adaptada em um caça alemão Albatros D.III.

Metralhadora Lewis capturada adaptada em um monoplace Albatros D.V alemão.
Os ingleses desenvolvem sincronizadores em 1916
Embora os aliados não tivessem capturado nenhum Fokker armado até 8 de abril de 1916, quase um ano depois que eles entraram em serviço, não demoraram a compreender que os alemães tinham algum tipo de sincronizador. A data acima refuta a alegação de Fokker de que o mecanismo aliado era cópia do seu original. Antigos desenvolvimentos ingleses podem ser claramente documentados, embora as experiências francesas sejam mais difíceis de se seguir.
Na realidade, como na Alemanha, sugestões para o mecanismo foram apresentadas na Inglaterra antes da guerra, mas não foram ouvidas. Finalmente, sob o ímpeto dos Fokker Eindecker durante o inverno de 1915/16, não menos de 4 foram desenvolvidos; 3 pelo RFC e 1 pelo RNAS. O primeiro tipo do RFC foi provavelmente o equipamento de Challenger em dezembro de 1915, fabricado pela Vickers pelo desenhista do "Gunbus" e que aparentemente tornou-se e sincronizador Vickers, que o RFC padronizou em 1916. O primeiro aparelho equipado com o sincronizador Vickers a aparecer na frente foi um Bristol Scout em 25 de março de 1916. Poucos foram produzidos e foi com a chegada do Sopwith 1 ½ Strutter que o sincronizador foi produzido em maiores quantidades.
Um australiano na Sopwith, H. A. Kauper, desenvolveu outro sincronizador que foi usado em pequena quantidade em aviões da Sopwith durante o mesmo período e era um verdadeiro interruptor, contudo foi abandonado quase que imediatamente tão logo outros desenhos apareceram.

Sincronizador Sopwith-Kauper.
Devido à falta de um equipamento oficial, o Major A. V. Bettington do RFC, estacionado na França, desenvolveu em princípios de 1916 um sincronizador que se tornou promissor, mas foi relegado em favor do Vickers. Era ele conhecido como "ARSIAD", que eram as iniciais de seu local de desenho, a "Aeroplane Repair Section of No 1 Aircraft Depot" (Seção de Reparo de Aviões do Depósito de Aviões No 1).
O único tipo de sincronizador do RNAS e que se tornou padrão foi iniciado em janeiro de 1916, quando o Tenente Comandante V. V. Dibovsky da Marinha Imperial Russa propôs a idéia ao RNAS. O desenvolvimento do desenho foi feito pelo Warrant Officer F. W. Scarff e o sincronizador Scarff-Dibovsky foi usado pela primeira vez em grande número no Sopwith 1 ½ Strutter (que foi desenhado originalmente para o RNAS). Infelizmente tinha pequena velocidade de tiro.

Sopwith 1 1/2 Strutter com sincronizador para a metralhadora no capô do motor.
O sincronizador Vickers é padronizado
Todos os 4 sincronizadores acima usavam a metralhadora Vickers .303, a qual tinha sido rejeitada antes da guerra em favor da Lewis nas montagens flexíveis, mas a Vickers tornou-se a arma fixa ideal. Era um pouco mais segura, podia ser facilmente adaptada para uso com sincronizador e principalmente, era alimentada por cinta. Não era limitada pelos pentes de 47 tiros da Lewis que necessitavam ser trocados após poucos segundos de fogo.
O primeiro sincronizador francês
No lado francês houveram indubitavelmente as mesmas antigas propostas, mas o único tipo do qual existem informações acuradas foi desenhado para a metralhadora Lewis pelo Sargento Mecânico Alkon. Antes de ele completar o trabalho, a Vickers foi introduzida em serviço e dessa maneira o equipamento de Alkon foi usado somente em alguns Nieuport 17 que entraram em serviço na primavera de 1916. Nessa época, os aviadores americanos da Esquadrilha Lafayette receberam esses aviões para substituir os Nieuport XI e usaram o sincronizador com bons resultados, abatendo um certo número de alemães. Esse uso da Vickers pelos franceses marcou o fim gradual da Hotchkiss como arma fixa, embora ela tenha permanecido por pouco tempo como ama flexível, antes de ser substituída pela Lewis.
Os sincronizadores aliados em combate
Assim, durante a primavera de 1916, os poucos aviões ingleses e franceses equipados com sincronizador começaram a chegar à frente de combate, mas em número tão pequeno que seu efeito imediato foi muito pequeno. Como o avião inglês Sopwith 1 ½ Strutter não era propriamente um escoltador, mas sim um avião de reconhecimento armado e bombardeio diurno, sobrou para o Nieuport a tarefa de levar adiante a caça. Sem um avião escoltador do tipo trator próprio, os ingleses colocaram seus aviões franceses em serviço nos esquadrões. Um dos mais antigos ases ingleses a voar os "V strutter" foi Albert Ball, que em maio de 1916 teve um acidente que não era muito raro quando o sincronizador não estava perfeitamente ajustado e estilhaçou sua hélice sobre território alemão. Até essa época, nem o equipamento Fokker estava livre de falhas, porque parece que Max Immelmann morreu em 18 de junho de 1916 em seu monoplano quando arrancou uma pá da hélice e a vibração resultante partiu o avião em dois (a história oficial inglesa reivindica como vitória, porque um FE.2b estava atirando nele nesse momento).
A montagem circular Scarff
Somente com o SPAD VII do verão de 1916 é que os franceses obtiveram seu primeiro escoltador desenhado desde o principio para usar o sincronizador; enquanto o primeiro desenho inglês, o Sopwith Pup chegou à frente em 24 de dezembro de 1916. Nesse tempo os alemães estavam um pouco mais a frente, como poderemos ver, mas primeiro retornemos ao 1 ½ Strutter, porque ele daria o exemplo para outros desenvolvimentos aliados. A cabine do observador era equipada com a montagem circular "Scarff no 2", carregando uma arma Lewis que podia atirar em todas as direções, podia ser elevada facilmente e fixada em qualquer posição. Essa montagem foi desenhada pelo mesmo indivíduo que desenvolveu o sincronizador Scarff e deu ao observador uma liberdade de ação que ele não tinha até então com as toscas montagens anteriores. O equipamento de Scarff foi padronizado em todos os aviões aliados e foi usado até muito depois da guerra. Era, uma montagem melhor que a usada nos aviões alemães da classe "C" do ano posterior. Somente no último ano da guerra é que os alemães trocaram as montagens circulares Schneider por outra comparável ao anel Scarff no 2.

Montagem Scarff com metralhadora Lewis em um Bristol Fighter.

Biplace inglês com Lewis duplas em montagem circular Scarff. Observe a culatra de uma Vickers sincronizada na lateral da fuselagem.
Os biplaces alemães recebem sincronizadores
Os alemães não estavam atrás ao armar seus biplaces com sincronizadores, tais como alguns Albatros C.III, provavelmente o tipo mais usado, que foram armados durante a primavera de 1916 e gradualmente isso foi sendo adotado para todos os aparelhos da classe "C". Assim, a despeito do tremendo avanço de tecnologia apresentado pelo Sopwith 1 ½ Strutter sobre os outros tipos contemporâneos ingleses e franceses, os alemães estavam na frente e durante o verão deram outro passo adiante.

Note a metralhadora Spandau sincronizada ao lado do motor deste Albatros C.III.
A metralhadora alemã LMG.08/15 Spandau
Em julho de 1916 entrou em uso o Halberstadt D.II com uma metralhadora Spandau no capô, marcando o início da substituição da Parabellum como arma fixa. O pequeno número de Parabellum leves disponíveis e a crescente demanda de armas para aviões por fim forçou os alemães a buscar outras fontes. A metralhadora padrão da infantaria, Spandau 08/15, com sua jaqueta dÂ’água removida e outras partes modificadas foi a resposta. Embora 50% mais pesada, era disponível em quantidades ilimitadas. Inicialmente era modificada pela Fokker, mas com o aumento da demanda uma subsidiária separada, a Companhia Alemã de Aviões e Armamentos, fabricante do sincronizador, modificava a Spandau para produzir o conjunto completo.
A partir daí e até o fim da guerra, a Spandau foi a arma sincronizada padrão e a Parabellum a arma flexível em uso pelos alemães.

Metralhadora alemã Spandau.
Os alemães introduzem os escoltadores com duas armas
A mais importante mudança nos armamentos ocorreu com o Halberstadt D.II e o novo Albatros D.I de setembro de 1916, os quais tinham duas metralhadoras Spandau atirando através do disco da hélice, passando novamente os aliados para trás. O primeiro escoltador inglês com duas armas foi o Camel que chegou à frente 10 meses depois, embora seja necessário acrescentar que só o amamento não determinava a superioridade de um avião sobre outro menos armado. Era a combinação de todas as características de vôo, performance, armamento e experiência do piloto que tornava um aparelho superior.

Spandau em montagem dupla para o Albatros D.I.

Brandenburg W.12 com duas Spandau sincronizadas em cada lado do motor. O piloto tinha acesso livre às culatras para rearmar as armas e para remover munição engasgada.

Um sincronizador desregulado causava estragos no próprio avião.
Os aliados introduzem a montagem Foster-Cooper
Os Albatros D.I e os Halberstadt D.II tinham tal superioridade sobre os escoltadores impulsores e também sobre os biplaces dos aliados que essa superioridade culminou com o episódio conhecido como "Abril Sangrento" em 1917. Contra essa força formidável os franceses e ingleses somente podiam colocar seus Nieuport 17, os quais eram, na maioria, equipados com uma Lewis montada na asa superior, vez que os sincronizadores eram ainda extremamente escassos. Os únicos melhoramentos importantes foram a Lewis com tambores duplos de munição e a montagem Foster-Cooper (usualmente chamada montagem Foster), desenvolvida pelo Sargento Foster e o Capitão H. A. Cooper do 11o Esquadrão do RFC.
A Lewis com tambor duplo foi usada pela primeira vez em julho de 1916, contendo 97 tiros em lugar dos 47 normais e reduziu muito o número de vezes que os pilotos aliados tinham que abandonar o combate para trocar o tambor.
Em outubro do 1916, a montagem Foster usada nos Nieuport foi um sucesso imediato. A arma de cima da asa podia agora ser puxada para trás sobre um trilho que a mantinha em posição, ao invés de simplesmente a permitir ficar ao sabor da corrente de ar, enquanto o piloto tentava colocar um novo pente de balas e esquivar-se dos tiros inimigos ao mesmo tempo.

Montagem Foster-Cooper. A Lewis tem um tambor simples para 47 tiros.

Maneira de substituir em vôo o tambor duplo de 97 tiros de uma Lewis em montagem Foster-Cooper.